Palma forrageira fortalece produção e reduz impactos da seca no semiárido
Isolda Monteiro
10 de fevereiro de 2026
A introdução da palma forrageira tem fortalecido a produção de ovinos e caprinos na região de Jacobina, no semiárido piauiense, ao garantir alternativa alimentar para os rebanhos durante o período de estiagem e reduzir os custos dos produtores rurais. A iniciativa foi viabilizada a partir do trabalho da técnica de campo do Senar, Taíde Sávia, por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
A ação teve origem durante um projeto de formação de jovens lideranças no agro, quando foi identificada a necessidade de ampliar os investimentos na ovinocaprinocultura local e buscar soluções adaptadas à realidade climática da região. A partir desse diagnóstico, foram articuladas parcerias institucionais que possibilitaram a implantação da palma forrageira nas propriedades.
Pensando em minimizar os impactos da seca e fortalecer os produtores acompanhados pela assistência técnica do Senar, a técnica de campo buscou apoio para viabilizar a iniciativa. “Consegui, junto à SAF [Secretaria da Agricultura Familiar], 15 mil raquetes de palma para implantar o banco de proteínas e, assim, minimizar os impactos da seca”, destacou Taíde Sávia.
Adaptada às condições do semiárido e resistente à estiagem, a palma forrageira possui alto valor nutricional, sendo rica em energia, minerais e água. A cultura contribui diretamente para a manutenção do rebanho nos períodos mais críticos do ano, além de reduzir a dependência da compra de ração.
Nesta semana, 45 mil raquetes de palma forrageira foram distribuídas na região de Jacobina, beneficiando cerca de 100 produtores rurais. A iniciativa evidencia a importância do trabalho em parceria e reforça o papel da Assistência Técnica e Gerencial do Senar na promoção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da produção rural.
Para o produtor Osvaldo de Sousa, a chegada da palma representa economia e maior segurança para a atividade. “Desde agosto venho mantendo meus animais com a compra de ração. Se eu já tivesse a palma, teria ajudado a diminuir a despesa com a compra de milho para alimentar os animais”, relatou.